Foto: Ruan Pablo/DP
Representantes dos 12 partidos que compõem a Frente Popular do Recife participaram da apresentação de Victor Marques (PCdoB) como candidato a vice do prefeito João Campos (PSB), na intenção de mostrar que o grupo está unido. Na entrevista coletiva após reunião a portas fechadas, João Campos disse que “essa unidade foi construída no dia de hoje, com a chapa João Campos e Victor Marques”. Estiveram presentes a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o dirigente do PSB, Carlos Siqueira.
O prefeito agradeceu ao presidente Lula pela participação ativa nessa decisão que, segundo ele, “é fundamental para a Frente Popular, que tem uma história e aponta para o futuro”.
João Campos disse que a aliança é formada por muitos partidos e a escolha do vice teve como critério a capacidade de gestão e de política. “Victor reúne toda a capacidade. Representa essa forma de gestão e de fazer política. Que bom que chegamos com essa unidade construída. Tudo dele de escuta, de decisões colegiadas, respeitando os partidos e projetos. Tudo se faz com muito diálogo e respeito. Não se vence pela pressa, pela ansiedade”, disse o prefeito. Ele assegurou que a indicação foi referendada pelo PSB e PT.
Questionado sobre o fato de o PT ter apresentado Mozart Sales como opção, João Campos disse: “É legítimo que os partidos apresentem propostas, ideias, nomes, quadros. Isso faz parte do projeto e do processo político. E que bom que houve a maturidade, a compreensão, a decisão de todos os partidos de chegarem a um conto com o mundo. Tanto é que estamos juntos, estamos unidos e estamos na certeza do caminho certo, que é trabalhar pelo Recife”.
VICE
Victor Marques concedeu a sua primeira entrevista, desde que teve seu nome colocado para vice e disse que poderá contribuir muito mais, como companheiro de chapa de João Campos. Ele era chefe de Gabinete até o início de junho e tinha papel estratégico na área política da Prefeitura do Recife. “Vou contribuir muito mais e estou preparado”, assegurando que a sua escolha “foi uma construção com diversos partidos”.
Quanto à sua recente filiação ao PCdoB, evitou se estender. Disse que é uma honra fazer parte deste partido”.
O PCdoB estava representado pelo presidente municipal, George Braga, e o deputado federal Renildo Calheiros, mas ambos só acompanharam a entrevista coletiva e evitaram se pronunciar sobre a presença do partido na chapa majoritária.
Já a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann fez questão de dizer que o partido “sempre esteve com João Campos e está empenhado na campanha pelo trabalho que ele vem fazendo”.
A dirigente garantiu que “o PT se sente contemplado”. “Foi um processo de consenso para construir a unidade”, acrescentou. Gleisi Hoffmann não quis se pronunciar sobre a possibilidade de dissidência no PT, pelo fato de não ter sido contemplado com a vice.
Como as conversas foram diretamente entre João Campos e o PCdoB, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, garantiu que o partido “participou ativamente” das articulações. “Hoje consolida uma aliança que vem desde 1989”, disse o dirigente socialista, lembrando que há reciprocidade entre PSB e PT em cinco capitais e cidades-polo do País que têm segundo turno.
Siqueira disse que a a chapa majoritária no Recife é formada por dois jovens que representam o presente e o futuro. Quanto a 2026, o presidente do PSB considera natural uma chapa majoritária em Pernambuco integrada pelo PSB e PT.