Durante o depoimento, Maicol disse que os dois haviam ficado juntos uma vez e que Vitória ameaçava contar à esposa dele sobre o relacionamento. Ele afirmou que, após uma discussão, foi agredido pela adolescente e, em resposta, desferiu golpes de faca que a mataram. A perícia, porém, constatou três ferimentos, enquanto o suspeito alegou ter a ferido apenas duas vezes.
O relato também diverge de evidências encontradas no veículo. Peritos não encontraram vestígios de sangue ou fios de cabelo nos bancos, apenas uma possível mancha de sangue e um cabelo no porta-malas. Maicol disse ter limpado apenas essa área e jogado a faca usada no crime em um rio.
O corpo de Vitória foi encontrado dias depois, em um terreno baldio. Maicol disse que enterrou a vítima, mas o corpo estava sobre o solo, em local diferente do que ele indicou. Próximo ao local, a polícia encontrou uma enxada e uma pá, supostamente usadas no crime. As ferramentas pertenciam ao padrasto do suspeito, mas a polícia não questionou Maicol sobre isso durante o interrogatório.
Em uma entrevista coletiva, a polícia afirmou que Maicol monitorava Vitória desde o ano passado e tinha cerca de 50 fotos de mulheres jovens em seu celular, todas semelhantes à vítima. O advogado de defesa dele diz que a confissão foi forçada e que ele não tinha advogado presente no depoimento. Nos vídeos obtidos pelo Fantástico, não há indícios visíveis de coação.
Familiares de Vitória não acreditam que Maicol agiu sozinho e pedem a reconstituição do crime.